segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Bolsonaro quer revogar “quanto antes” a MP do Mal e diz que aumento salarial para os militares deve ser tratado como prioridade


Cerimônia de formatura dos aspirantes a oficiais da Aman. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, acompanhou a solenidade
Imagem: Gabriel Sabóia/UOL
Bolsonaro defende não estabelecer teto de gastos para Forças Armadas
Gabriel Sabóia
Do UOL, em Resende (RJ)
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado (1º) considerar a possibilidade de não estabelecer um
teto de gastos para as Forças Armadas em seu governo. Para Bolsonaro, os aumentos salariais para militares, assim
como os investimentos em infraestrutura, devem ser tratados como “prioridade”.
“Essa questão tem sido muito conversada com o (economista e futuro ministro da Fazenda) Paulo Guedes. Nós temos
um orçamento diminuto, mas precisamos entender que aportes para as Forças Armadas são investimento e não
despesa. O que for possível, faremos sim”, garantiu, durante entrevista concedida depois da cerimônia de formatura
dos aspirantes a oficiais da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) em Resende, no sul fluminense.
O futuro presidente reiterou a vontade colocar em votação, o quanto antes, a revogação uma medida provisória para
que os militares possam ter os seus reajustes salariais garantidos. “Precisamos colocar em votação a revogação da
medida provisória 2215 (do ano de 2001, que nunca foi votada pelo Senado ou pelo Congresso), para que possamos
ter um salário compatível com as nossas atribuições. Para isto, é fundamental uma lei que reconheça a importância das
forças Armadas”, concluiu.
Entre outras medidas, a PEC 2215/2001 acabou com a promoção automática dos militares que passam para reserva, o
auxílio-moradia e o adicional de inatividade dos militares. Em 2015, exercendo o mandato de deputado federal pelo Rio
de Janeiro, Bolsonaro chegou a liderar um grupo de parlamentares que encaminhou pedido formal ao então ministro
da Defesa Aldo Rebelo para que a votação fosse acelerada.

Bolsonaro participa de formatura na escola em que se formou
As declarações foram dadas pelo presidente eleito na cidade de Resende, no sul fluminense, onde ele acompanhou,
neste sábado (1°), a cerimônia de formatura dos aspirantes a oficiais da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).
Bolsonaro, que se formou na Aman em 1977, foi recebido com entusiasmo por familiares dos militares presentes ao
evento. Ao lado do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB) e do futuro ministro do Gabinete de
Segurança Institucional, general Augusto Heleno, quebrou o protocolo do cerimonial ao se juntar aos formandos, em
meio à entrega das espadas.
Bolsonaro tirou fotos com os militares e se disse feliz por voltar ao local. “Eu venho todo ano a esta cerimônia. Eu devo quase tudo na minha vida ao Exército brasileiro. Como não me emocionar?”, perguntou.

Fonte  UOL/montedo.com

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Família adotou um cachorro que não dormia – quando o gravaram descobriram que ele os observava durante toda a noite


O poder de uma boa história reside no fato de que pode mudar a nossa maneira de pensar. Não há nenhuma história que não tenha como objetivo nos fazer refletir ou nos ensinar algo. O caso que vamos conhecer hoje aconteceu em uma cidade costeira nos Estados Unidos, onde uma família celebrou a recente adoção de um novo membro da família: um adorável Golden Retriever que encontraram em uma associação.
O animal era obediente, afetuoso e amigável para todos, não havia motivo para se preocupar. No entanto, o casal percebeu que algo estranho estava acontecendo com seu animal de estimação…
Todas as noites, o cão se inclinava pela porta do quarto e ficava acordado observando seus humanos enquanto dormiam. Desconcertados por esse comportamento, a família tentou justificar essa atitude como parte de seu processo de adaptação ao seu novo lar. No entanto, o tempo passou e o cão continuou a passar as noites acordado, apenas observando seus humanos.
Finalmente, o casal decidiu levar o cachorro ao veterinário, para ver se havia algo de errado. Todos os testes confirmaram que o animal estava em perfeito estado saúde. Então, surgiu a ideia de chamar um especialista para confirmar se já haviam existido casos como esse no passado. Foi aí que encontraram uma resposta!
Aparentemente, o antigo dono do cão decidiu livrar-se dele e o entregou a um abrigo depois de o sedar. O cão adormeceu em casa e acordou em um lugar estranho cercado por pessoas que não conhecia. Assim, de repente, sua família desapareceu…
O pobre cão associou essa mudança ao ato de dormir e é por isso que ele passava as noites com os olhos bem abertos, para não perder sua nova família novamente!
Quando o casal recebeu essa notícia, eles não conseguiram parar de chorar nem de abraçar o animal em sofrimento. A partir desse dia, decidiram colocar a cama do cachorro ao lado deles para transmitir a segurança e a confiança que ele precisava.
As pessoas que abandonam seus animais raramente consideram a atrocidade que estão cometendo ou simplesmente não se importam. Mas mesmo aqueles que tentam fazer o processo mais suave com “táticas” como essa, não podem imaginar os danos irreparáveis que estão causando.
Felizmente, acabou tudo em bem para esse animal, mas na maior parte dos casos não é isso que acontece…
Compartilhe essa história, se você é contra o abandono de animais!

Forças Armadas estão vacinadas quanto à política, diz novo ministro da Defesa

O general Fernando Azevedo e Silva, assessor do ministro presidente do STF, Dias Toffoli, e indicado por Bolsonaro para o Ministério da Defesa do novo governo – Pedro Ladeira – 14.nov.2018/Folhapress
Novo Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva afirma que militares não têm protagonismo no país, mas sim ‘reconhecimento’
Laís Alegretti

BRASÍLIA
Futuro ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, 64, diz que as Forças Armadas estão vacinadas em relação à política.

Assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o general considera que a imagem do Exército não está “colada” à de Bolsonaro, que é um capitão reformado e tem um general da reserva como vice.
Azevedo e Silva declarou que a escolha do próximo comandante do Exército não obedecerá necessariamente critério de antiguidade, que levaria à escolha do general Edson Leal Pujol.


O Alto Comando do Exército tem defendido descolar imagem das Forças Armadas do governo Bolsonaro. Como fazer isso? Não existe descolar porque não está colado. As Forças Armadas estão vacinadas em relação à política. Estamos muito vocacionados para nossa atividade-fim, que é cumprir o Artigo 142 [defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem].

Com um capitão reformado na Presidência e um general da reserva na vice, há como os militares não se enxergarem no Planalto? Esse governo foi eleito pelas regras democráticas. Eles têm origem e formação militar, que é boa. Pregamos valores de companheirismo, disciplina, hierarquia. Estão aí legitimados pelo voto, não pela origem.
Um nome do Exército para a Defesa causa mal-estar com outras forças? 
Não tem mal-estar. A partir do momento que fui convidado, imediatamente os comandantes das três forças me ligaram parabenizando. Nas Forças Armadas, temos uma coisa muito positiva: a partir do momento que tem a decisão, todo mundo entra no mesmo barco.
Quem entra no lugar do senhor como assessor especial de Toffoli? Não pensamos em nomes. Toffoli já manifestou a vontade de ter outro militar aqui.

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, disse que para fechar o STF bastam “um soldado e um cabo”. O que achou? Foi em um contexto específico e ele já pediu desculpas. Esse é um assunto encerrado.

A sua saída da equipe de Toffoli para ir para a Defesa fortalece a relação do presidente eleito com o presidente do STF? Fortalece, porque já fiz um vínculo aqui nesses dois meses, particularmente no gabinete do ministro. Esse canal está estabelecido [do Executivo de Bolsonaro com presidência do STF].

O que motivou a ida do general Heleno para o GSI? 
Heleno é meu amigo mais velho desde o colégio militar e é um dos oficiais mais brilhantes que eu conheço. Acho que ele foi trocado por causa disto: ficando mais próximo, com contato diário com o presidente, será muito útil.

Bolsonaro é uma liderança militar? 
Não. Ele é uma liderança atualmente política, com origem militar. É lógico que os militares o admiram muito.

A escolha do próximo comandante do Exército vai obedecer o critério de antiguidade e será o general Pujol? 
Ainda estamos conversando. Hoje foi meu primeiro dia como indicado e estou começando a pensar. Tive a primeira conversa com ele hoje.

Qual é o critério para ser comandante? 
Tem que ser um oficial general do último posto e será definido pelo comandante supremo das Forças Armadas —o presidente—, ouvido o ministro da Defesa.
Não necessariamente o Pujol. Não necessariamente. O Pujol tem plenas condições de ser, assim como os outros. Quem está sentado na mesa do Alto Comando tem todas as condições de comandar a sua força.

Quais outros nomes são possíveis? 
Esse nome você não vai me arrancar. Todos os nomes dentro dessa regra —e poderia inclusive ser da reserva.

O Exército teria agido se o STF tivesse libertado o Lula, como sugeriu o comandante Villas Bôas? 
Ele não quis dizer isso. Villas Bôas é um democrata, sabe o papel do Estado, da importância do Judiciário.
E se tivesse acontecido outro resultado? Não aconteceu outro resultado.

Quando o sr. estava trabalhando com Toffoli, ele disse que preferia chamar de “movimento” em vez de “golpe” o que deu início à ditadura. Como o sr. recebeu isso? 
Foi uma interpretação dele, ele é estudioso, gosta de história, ele justificou por que chamou de movimento. Não vou entrar em detalhes. Aquele período de governos militares faz parte da história e tem que ser encarado como história.

Os militares estão dispostos a negociar mudanças na Previdência —que vocês não gostam de chamar assim? 
Sempre tivemos abertos ao diálogo, militares não são uma casta fechada. Tem que ser reconhecido que nós não temos o sistema previdenciário, temos uma proteção social que dá amparo às peculiaridades da carreira. Se eu ganhar hora extra ia ser ótimo, mas a gente não ganha. Tem que ter uma compensação social.

Os militares têm reclamado de salário defasado. O sr. vai brigar por isso? É muito defasado, mas tem que ver o esforço que o governo vai fazer para retomar a economia. É um assunto que tenho que ver quando chegar ao ministério.

Como tem visto a relação de Bolsonaro com a imprensa? Democracia é imprensa livre. Quem não deve, não teme, tem que receber e falar com a imprensa. Isso no meu caso. No dele, pergunte a ele.

A que atribui o protagonismo dos militares hoje? 
Não é protagonismo, é reconhecimento. Todas as pesquisas mostram um grau de confiança nas instituições militares altíssimo, sempre nos primeiros lugares. A gente dá prioridade à formação. Pode faltar dinheiro para munição, para lanche, mas não para isso.

FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Villas Bôas quer tempo mínimo de 35 anos com melhoria na remuneração dos militares

General Villas Bôas concedeu entrevista coletiva no CMS (Guilherme Testa/Correio do Povo)
Porto Alegre (RS) – Em entrevista coletiva no QG do Comando Militar do Sul, o comandante do Exército, sugeriu ontem (14) a ampliação em cinco anos o tempo de serviço para militares, acompanhado de melhorias na remuneração e reestruturação da carreira.
— Os militares têm que participar deste esforço – disse Villas Bôas. Já sofremos uma reforma em 2001, então, muitas das coisas já foram implantadas para nós. Concordamos em aumentar o tempo para aposentadoria. É verdade, nos aposentamos cedo. Idade não, tempo de serviço. Imaginamos que deve passar para 35 anos, por exemplo. Mas são coisas que vão ser discutidas em um pacote mais amplo, que inclui também a estrutura da carreira militar e da remuneração — concluiu.

Fonte> montedo

Combate ao câncer: Médico que trabalha em Tauá defende uso de substância durante audiência no Senado

O Ministério da Saúde vai testar a eficácia da substância fosfoetanolamina, desenvolvida na USP de São Carlos, no interior de São Paulo, e usada no combate ao câncer.
Resultado de imagem para dr renato menegueloUm grupo de estudo composto de pesquisadores ligados ao Ministério da Saúde e à Anvisa vai trabalhar em conjunto com o Instituto Nacional do Câncer e a Fiocruz.
Se a eficácia da substância for comprovada, ela deverá ser produzida por laboratórios públicos oficiais.
Em uma audiência no Senado, o médico e pesquisador Renato Meneguelo se ajoelhou pedindo para que os testes fossem realizados. A substância foi desenvolvida pelo químico aposentado Gilberto Chierice, que também foi à audiência pedir a realização dos estudos. A pílula com a substância existe há 23 anos, mas nunca teve a eficácia comprovada por estudos oficiais.
Dr. Renato Meneguello presta serviços como médico em várias unidades de saúde do município de Tauá e ao publicar um vídeo em uma rede social, levantou o debate que tomou conta do país.
Veja o vídeo
Audiência no Senado
Audiência pública nesta quinta-feira (29), no Senado, permitiu amplo debate sobre a fosfoetanolamina sintética, a substância que vem sendo divulgada como eficaz no tratamento de diversos tipos de câncer e motivando uma enxurrada de ações judiciais iniciadas por pacientes que reivindicam o fornecimento da droga. Durante quase seis horas, falaram mais de 15 convidados, entre os quais os envolvidos nas pesquisas, gestores do governo federal e pacientes que falaram sobre os ganhos obtidos com a terapia experimental.
O representante do Ministério da Saúde, secretário da área de Ciência e Tecnologia, Adriano Massuda, confirmou que a pasta já criou uma força-tarefa para acompanhar os estudos com a substância e conceber estratégias para a produção. O representante do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Gelsio Luiz Quintela Mendes, manifestou a disposição do órgão em participar dos ensaios clínicos.
Os pacientes querem antes de tudo a garantia de entrega das cápsulas da substância, atualmente interrompida. Por força de decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Química em São Carlos, está obrigada a cumprir as mais de 1.200 liminares já expedidas. Nesse instituto, as cápsulas vinham sendo produzidas em pequena escala, com distribuição a pacientes.
Ao participar da audiência, Dr. Renato fez um apelo emocionante aos técnicos do Ministério da Saúde para que continuassem os testes com a substância fosfoetanolamina.
Veja o pronunciamento do médico no Senado
Sites: G1/Senado / http://www.blogdowilrismar.com

MILITAR MÉDICO QUE DESCOBRIU A CURA EM TRATAMENTO CONTRA CÂNCER FAZ APELO E ESTÁ SENDO BOICOTADO

Imagem relacionada
Renato Menegelo é Segundo Tenente da reserva do Exército Brasileiro. O médico militar que descobriu a fosfietalonamina é especialista em oncologia, cardioligia e nevrologia. Pesquisa a fosfoetalomina há dezessete anos e luta pelo direito de participar dostestes de aprovação do medicamento pela ANVISA. Tem encontrado resistência por parte da indústria farmacêutica provavelmente por não ser uma proposta lucrativa. O médico não tem vínculos nem vícios com laboratórios farmacêuticos e dizim não se vender a eles enfrentando um forte combate a sua descoberta sobre os efeitos de cura em caso de câncer com uso da fosfo. Renato Mengelola faz apelo pelo direito de participar dos testes do medicamento, uma vez que ele mesmo é o responsável pelas pesquisas e descobertas.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Militares pedem a Bolsonaro reajuste em troca de mudanças na Previdência

Proposta foi entregue durante compromissos do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças
Vinicius Sassine

BRASÍLIA — O presidente eleito Jair Bolsonaro e o anunciado ministro da Economia, Paulo Guedes, receberam nessa semana da cúpula das Forças Armadas uma proposta de reforma da Previdência dos militares associada a um reajuste dos salários dos generais de mais alta patente. Este reajuste levaria a aumentos em cascata dos salários na hierarquia militar.
A proposta foi apresentada a Bolsonaro e Guedes durante agenda do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças Armadas. Os militares manifestaram que aprovariam as mudanças na Previdência, desde que, num mesmo projeto que trate do assunto, também sejam reajustados os salários do generalato.

Na primeira vez em Brasília após ser eleito presidente da República, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército e que destinou postos-chave de seu governo a militares, priorizou em sua agenda encontros com a cúpula das Forças Armadas. Ele almoçou com o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e com os comandantes de Exército, Aeronáutica e Marinha. Para isso, se deslocou até as sedes desses órgãos.

A proposta de reforma da Previdência dos militares, manifestada a Bolsonaro e Guedes, contempla os seguintes pontos:

 
1) ampliação do prazo de permanência dos militares na ativa — e, portanto, de contribuição — de 30 para 35 anos;

2) idade mínima para aposentadoria de 55 anos, para homens e mulheres, e,

3) contribuição a ser paga também por cabos, soldados, alunos das escolas de formação militar e pensionistas.

Por outro lado, num mesmo projeto de lei que trate de eventual reforma da Previdência, a cúpula das Forças pede a especificação de aumento de salários aos generais de mais alto posto, com equiparação à remuneração de um ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

O subsídio de um ministro do STM é de R$ 32 mil. No Supremo Tribunal Federal (STF), um ministro ganha R$ 33,7 mil, valor que será reajustado agora para R$ 39,2 mil, conforme aprovado ontem pelo Senado. Alguns ministros do STM recebem vantagens pessoais, o que eleva os salários para até R$ 36,5 mil.

Já um general de mais alta patente tem salário médio de R$ 26 mil. A remuneração de um militar é composta pelo soldo, que varia conforme o posto e a graduação, e por adicionais e gratificações, que variam conforme a habilitação obtida e as atividades especiais exercidas ao longo da carreira.

Quanto mais avançado o posto, maior o soldo. Os dispositivos legais que tratam da remuneração estabelecem uma proporcionalidade nesses soldos: um general quatro estrelas ganha uma quantia, um general três estrelas, esta quantia menos uma determinada porcentagem, e assim por diante. Os adicionais também seguem uma proporção: generais, 17% sobre o soldo; superiores, 14%; e assim sucessivamente.

A lei que trata da remuneração dos militares estabelece uma tabela de "escalonamento vertical". Assim, no teto dessa tabela estão as remunerações de almirantes de Esquadra, generais de Exército e tenentes-brigadeiros. Se um general de Exército ganha R$ 26 mil, um general de Divisão recebe R$ 24,9 mil e um coronel, R$ 22 mil, e assim sucessivamente. Para o soldado, seguindo esta proporção, esta remuneração estaria em R$ 1,8 mil. Estão em atividade no país 350 mil militares. Não há uma estimativa oficial do impacto do reajuste salarial pretendido.

Fontes ouvidas pelo GLOBO relatam que Bolsonaro teria achado "crível" a proposta. Guedes, por sua vez, não teria deixado clara sua impressão a respeito. Ele ficou de analisar os dados apresentados e manifestou que sua prioridade, agora, é tentar fazer aprovar os principais pontos da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo presidente Michel Temer. Os militares ficaram fora da proposta.

Integrantes das Forças Armadas manifestaram a Bolsonaro e Guedes a possibilidade de que a reforma da Previdência dos militares seja resolvida por um projeto de lei, enquanto a mudança no regime geral depende de uma mudança da Constituição, por meio de PEC. Eles querem, porém, que um projeto de lei só seja apresentado quando as mudanças já tiverem sido efetivadas para os civis.

O presidente eleito manifestou nos encontros que, por ora, quer tentar fazer valer mudanças na idade mínima e no tempo de contribuição de contribuintes que não são militares. Segundo declaração dada por Bolsonaro à imprensa durante sua passagem por Brasília, uma idade mínima de 62 anos passaria pelo Congresso. A proposta de Temer é de 65 anos.
Fonte www.defesanet.com.br