segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Santa Maria mira no polo de defesa com investimentos em blindados e em simulação

Marcelo Martins
Além de ser referência na área educacional do Ensino Superior, Santa Maria trabalha para se consolidar como um polo na área da defesa. Para isso, o maior município do centro do Estado, aposta em investimentos que desenvolvam o setor.

O comandante da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), Marcos Antônio Amaro dos Santos, cita as conhecidas credenciais do município na área da defesa: o segundo maior contingente de militares do país e a vinda da gigante alemã de blindados KMW. O Santa Maria de Negócios deste domingo (15) tratou do tema e entrevistou o comandante da 3ª DE.
Com 9,3 mil homens e mais de 20 organizações militares, Santa Maria contabiliza várias frentes de trabalho na área da defesa. O município conta com um Arranjo Produtivo Local (APL) para o setor. O objetivo é que o APL atue em segmentos como desenvolvimento de sistemas, simuladores, tecnologias, defesa, entre outros.
Além disso, o comandante Amaro destaca que Santa Maria também já é referência em simulação de combate das Forças Armadas do Sul do país. No ano passado, foi ativado o simulador de apoio de fogo, no Centro de Adestramento e Avaliação Sul, que foi construído no Centro de Instrução de Blindados de Santa Maria.
Inaugurado em 2013, o município também conta com o Santa Maria Tecnoparque que tem sido um espaço para potencializar o polo de defesa. O Tecnoparque é uma aposta de fazer com que o local seja um provedor de soluções para os setores de defesa e da segurança pública. 
Já a KMW, que tem na simulação um dos focos da empresa, é considerada o carro-chefe na área da defesa e deve garantir, até 2027, um investimento de mais de R$ 200 milhões em contratos com o Exército.
Impacto na economia
Conforme o comandante da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), Marcos Antônio Amaro dos Santos, os salários – com militares da ativa e da inativa – somam a cifra de R$ 460 milhões. O comandante cita que o Exército emprega mais de R$ 110 milhões, por ano, com as compras de suprimentos e contratação de serviços.
- Somando tudo isso, nós temos R$ 573 milhões aportados na economia local. O que representa quase a totalidade do orçamento de Santa Maria, que está orçado em R$ 690 milhões para este ano. É, de fato, uma contribuição expressiva e relevante.
O comandante destaca que Santa Maria dispõe do maior poder de combate do Exército brasileiro (em referência ao Quartel General da 3ª DE). Ele também cita que está no município possui a maior frota de viaturas blindadas de combate do país, o que confere o título de “capital nacional dos blindados”.
Fonte > Defesanet

Temer sanciona lei para que crimes de membros das Forças Armadas sejam julgados na Justiça Militar


Militar que cometer crime fora de ação vai continuar sendo julgado pela Justiça comum
Militar que cometer crime fora de ação vai continuar sendo julgado pela Justiça comum
Fábio Motta/Estadão Conteúdo



Do UOL, em São Paulo 
O presidente Michel Temer sancionou um projeto de lei que permite que a Justiça Militar julgue eventuais crimes praticados por militares das Forças Armadas contra civis durante operações de Garantia da Lei e da Ordem - como as ações de combate à criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro. Até agora, as suspeitas eram avaliadas pela Justiça comum.
O projeto de lei 44/2016 estabelece o foro militar para casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, e outros crimes dolosos contra a vida.
A medida vinha sendo defendida há anos por membros das Forças Armadas para dar segurança jurídica a operações militares excepcionais destinadas ao combate à criminalidade. Mas a ideia encontrava resistência de críticos que afirmam que ela seria um privilégio para a classe militar e poderia dar margem a eventuais abusos. 
As regras valem para operações de paz e de garantia da lei e da ordem, cumprimento de tarefas estabelecidas pelo presidente ou ministro da Defesa e ações que envolvam a segurança de instituição militar ou de missão militar. 
Ainda de acordo com o projeto, de autoria do deputado Espiridião Amin (PP-SC), o militar que praticar qualquer tipo de crime, incluindo os citados acima, fora de uma operação militar, vai continuar sendo julgado pela Justiça comum.

Argumentos contra e a favor
O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas afirmou ao UOL em entrevista no início do mês que a sociedade deveria debater os "efeitos colaterais" de ações militares mais efetivas contra o crime organizado. Ele defendeu que a Justiça Militar seria mais rápida e eficiente para julgar eventuais casos de abusos cometidos durante operações especiais em comparação à Justiça comum.
Ele disse que a falta dessa garantia jurídica poderia inibir a ação de militares no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro.
O Ministério da Defesa divulgou nota afirmando que a mudança "vem corrigir um equívoco legislativo" de uma lei anterior. Segundo a pasta, uma lei de 1996, que determinava julgamento civil em tribunal do júri, pretendia alcançar apenas os policiais militares das polícias estaduais. Mas acabou teria acabado atingindo as Forças Armadas por não especificar a quais militares se referia.
Segundo o ministério, a lei anterior usou a expressão "militar", quando, se quisesse envolver o Exército, Marinha e Aeronáutica, deveria ter usado o termo "Forças Armadas". 
Mas críticos da mudança dizem que ela pode gerar privilégio indevido para os militares. O professor de direito constitucional da Universidade de São Paulo, Rubens Beçak, afirmou ao UOL no início do mês que, embora a proposta não seja inconstitucional e haja jurisprudência de que crimes envolvendo militares sejam julgados em tribunais militares, todos os cidadãos deveriam ser tratados de forma isonômica diante da lei .
"Se alguém é tratado de forma diferenciada, isso gera desconfiança e uma sensação de injustiça", disse o jurista na ocasião. Segundo ele, em meio ao atual clamor popular por ações das Forças Armadas contra a criminalidade, a Justiça precisa encontrar equilíbrio para julgar sem ser influenciada pelas opiniões da população, mas ao mesmo tempo sem se distanciar muito da realidade das ruas. Segundo Rafael Custódio, que coordena a área que analisa violência institucional
na organização de defesa de direitos humanos Conectas, todos os cidadãos, inclusive os militares, têm que ser julgados de forma igual. Ele disse também que os militares das Forças Armadas não têm treinamento para atuar em funções policiais.

Distorções jurídicas
O Ministério da Defesa afirmou em sua nota que a mudança sancionada pela Presidência corrigiria ao menos duas supostas distorções jurídicas que vigorariam no país:
"Se um militar das Forças Armadas retirasse dolosamente a vida de um civil em operação militar de abate de aeronave, nos termos da Lei nº 9.614/98, seria julgado pela Justiça Militar da União, mas, se retirasse dolosamente a vida de um civil no exercício de qualquer outra operação militar, seria julgado pelo Tribunal do Júri, o que não faz sentido jurídico", diz o texto.
O outro exemplo seria: "Se um civil retirasse dolosamente a vida de um militar, seria julgado pela Justiça Militar da União, mas, se um militar retirasse dolosamente a vida de um civil no exercício de operação militar, seria julgado pelo Tribunal do Júri", afirmou o Ministério da Defesa.

A pasta também defendeu que o julgamento em tribunal militar para militares que participam de operações de caráter especial está previsto na Constituição. Disse ainda que "a aprovação do PL 44/2016 dá mais segurança para a atuação das Forças Armadas, pois proporciona agilidade do julgamento e assegura a compreensão das peculiaridades no exercício da atividade de militares das Forças Armadas, gerando, consequentemente, maior segurança para toda a população brasileira, haja vista que esses profissionais são cada vez mais acionados para atuar, não só em defesa da soberania nacional, mas, como em operações de garantia da lei e da ordem (quando esgotados os meios de segurança pública)." 

Fonte > UOL/montedo.com

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Últimos! Militares brasileiros retornam do Haiti


Último contingente retornou ao Brasil (Imagem: EB)
Guarulhos (SP) – Os últimos 152 militares do 26º Contingente Brasileiro (CONTBRAS) que participaram da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), destacados desde 16 de maio do corrente ano em Porto Príncipe (Haiti), regressaram, em 9 de outubro, ao Brasil, em ambiente de muita emoção, encerrando a missão da última tropa brasileira no país.
O Comandante Militar do Sudeste, General de Exército João Camilo Pires de Campos, esperou a chegada do contingente no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Com todos os militares já em solo brasileiro, após os primeiros peacekeeepers terem voltado em 22 de setembro, ele declarou que "com a chegada do último contingente do Haiti foi escrita uma página na história das Forças Armadas brasileiras e de cada um dos seus integrantes",
Da parte do comandante do 26º CONTBRAS, o sentimento é de dever cumprido, depois dos brasileiros haverem conseguido cumprir com sucesso as diversas missões. "O 26º CONTBRAS procurou manter o ambiente seguro e estável no Haiti, prosseguir no apoio as atividades de assistência humanitária e continuar o processo de fortalecimento das instituições nacionais do país, conquistados pelos contingentes que nos antecederam. Além disso, coube a nossa tropa a difícil e desafiadora atribuição de realizar a desmobilização e a repatriação dos efetivos, materiais e instalações que estavam em território haitiano, o que foi possível, em função da execução de um minucioso planejamento em todos os níveis e a sinergia de esforços de todos os envolvidos”, disse o Coronel Alexandre Oliveira Cantanhede Lago.
O 26º CONTBRAS foi constituído pelo 26º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT 26), com 850 militares das Forças Armadas, assim distribuídos: Exército Brasileiro (639), Marinha do Brasil (181) e Força Aérea Brasileira (30). Destes, cabe ressaltar que 16 componentes eram do segmento feminino. Somados aos 120 integrantes da Companhia de Engenharia Brasileira (BRAENGCOY), totalizaram 970 (novecentos e setenta) militares brasileiros, os quais, sob o lema “Unidos pela Paz”, concluíram dignamente e com êxito essa história vitoriosa de 13 anos do Brasil no Haiti.
EB/montedo.com

Exército antecipa-se à reforma da Previdência e aumenta tempo médio de permanência dos oficiais para 35 anos


Antecipando-se a concretização das mudanças anunciadas aqui e aqui no blog e confirmadas posteriormente por diversas fontes, o Exército estendeu o tempo médio de permanência dos seus oficiais de carreira, projetando a ampliação do tempo mínimo no serviço ativo de 30 para 35 anos.
O último Boletim do Exército publicou três portarias que fixam o tempo médio para que os oficiais atinjam o posto de coronel. Para os oficiais formados na Academia Militar das Agulhas Negras, no Instituto Militar de Engenharia e médicos, o tempo médio vai de 29 a 33 anos. Para os oficiais do QCO, dentistas, farmacêuticos e capelães, a expectativa é de 34 anos. Somados aos respectivos tempos de formação, que variam de um a cinco anos, conforme a área, os oficiais de carreira serão coronéis com 35 anos de serviço, em média.
Confira:


domingo, 8 de outubro de 2017

Preço de Motos Esportivas Usadas nos Estados Unidos Part 2

Abastecendo um carro nos Estados Unidos - Aprenda - USA

Veja o que acontece ao passar em um sinal vermelho🚦nos Estados Unidos!!!

Bolsonaro chega nos Estados Unidos para encontro com Conservadores





Governo corta sete generais do Exército para economizar R$ 2,3 milhões


Publicação original: 6/10 (22:35)
Número de oficiais-generais vai passar de 154 para 147. Formação de oficiais também será afetada e efetivo total cairá 10% em curto prazo
Cerimônia de entrega da Espada de general aos novos generais de Brigada, no gabinete do comandante do Exército, em 2015
Por Ian Ferraz
O Governo Federal decidiu reduzir o número de oficiais-generais do Exército Brasileiro em 2018. A diminuição de 154 para 147 profissionais, sete a menos do que em 2017, vai gerar uma economia de R$ 2,3 milhões por ano aos cofres do governo. A informação foi obtida com exclusividade pelo Metrópoles. A contenção diz respeito apenas às despesas com salários.
Segundo o Exército, haverá redução também no quantitativo de ingresso nas escolas de formação, caindo de 500 para 440 alunos na preparação de oficiais e de 1.400 para 1.100 na de sargentos. Em curto prazo, a queda total do efetivo do exército será de 10%.
A reportagem apurou que cortes semelhantes na Marinha e na Aeronáutica estão sendo estudados. O efetivo dos generais é distribuído por determinação. O Decreto nº 9.001, de 8 de março de 2017, previu a quantia de 154. O novo documento reduzirá para 147.

Navalha
Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que, nos últimos cinco anos, sofreu redução de 44,5%. Desde 2012, os chamados recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.
Segundo o comando das forças, neste ano, contingenciou-se 40%, e o recurso basta para cobrir gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, há substituição do quadro de efetivos por temporários para abrandar o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há risco de “colapso”.

FONTE: Metrópoles/montedo

A reestruturação da carreira e do salário dos militares e o requerimento 'meia-boca' do Senador


Atendendo a pedido de Kelma Costa e Genivaldo Silva, o senador Paulo Paim (PT/RS) requereu audiêndia pública na Comissão de Direitos Humanos para debater a reestruturação salarial e da carreira dos militares das Forças Armadas. 

Um senador em cima do muro
Como quer 'somente ajudar, e não complicar' Paim deixou a marcação da data em suspenso, alegando ter sido procurado por 'setores ligados ao governo' - entenda-se assessorias parlamentares das Forças Armadas no Congresso - que alegaram que existem negociações em andamento no Executivo.

Cadê Bolsonaro?
O 'mito' sempre se manteve afastado dessa discussão. Não têm interesse em confrontar os interesses dos altos coturnos, que passam ao largo de uma discussão pública sobre a situação dos seu subordinados. Bolsonaro valeu-se sua condição de 'militar rebelde' no início de sua carreira política. Hoje, essa versão serve apenas para consumo externo. 'Interna corporis', há muito tempo está alinhado com os generais.

Pensando bem...
Uma categoria como as Forças Armadas, com um potencial eleitoral gigantesco,  que não consegue colocar um mísero representante no Congresso Nacional merece andar à reboque de políticos demagogos e das articulações políticas dos generais.

Fonte > MONTEDO