Publicação original: 24/7 (00:17)
Milicos ‘Posto Ipiranga’
O uso frequente das Forças Armadas em atividades de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), além de outras que fogem completamente a destinação constitucional (Brasil afora, os militares têm realizado desde pesquisas com motoristas até mutirões de limpeza em pátios de colégios), desagrada à tropa e ao Comando, como declarou o general Villas Bôas no Senado: “Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos”, disse, em relação à atuação na Maré.
Lado bom
Apesar dos riscos óbvios, a banalização do emprego das Forças Armadas tem um componente positivo: o de vitaminar cada vez mais os índices de aprovação dos militares em todas as pesquisas de opinião. Some-se a isso o peso institucional dos fardados em meio à crise política que assola o governo e temos aí um cenário favorável para que as reivindicações sejam atendidas.
Reajuste de 15%
Os estudos da Defesa indicam um aumento médio de 15%, o que significa algo em torno de R$ 10,5 bilhões/ano no orçamento federal, cerca de 8% do déficit primário de R$ 131 bi previstos para o próximo ano.
Andar de baixo
A proposta de aumento do Ministério da Defesa prevê uma redução do descompasso entre os salários de generais e coronéis e as patentes mais baixas, como sargentos, cabos e soldados.
Lembrai-vos da MP do Mal!
O aumento do tempo mínimo e da idade-limite para a permanência no serviço ativo dos militares, alterações tidas como certas, sinalizam para uma compensação salarial que manterá os ânimos calmos dentro dos quartéis. O mesmo expediente foi utilizado pelo governo FHC quando da edição da MP do Mal, em dezembro de 2000. A supressão de diversos direitos dos militares veio acompanhada de um aumento, o chamado ‘soldão’, corroído rapidamente pela inflação.
Com informações do site Relatório Reservado/Montedo
OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE O POSSÍVEL REAJUSTE
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