Aeronaves com tecnologias muito avançadas e mísseis inteligentes são as principais armas da nação milenar.
Fabio Jordão (imagens: Popular Science)
A China não só é o país mais populoso do mundo, como também é a nação que detém o maior setor de manufatura. Desde simples brinquedos de plástico a iPhones e até armas dos mais variados tipos são fabricados por lá.
Ambiciosa e determinada, a gigante vermelha vem investindo no crescimento do país de diversas formas. A economia chinesa cresceu 20 vezes nas últimas duas décadas. Agora, querendo dar passos largos, a China resolveu investir pesado em um arsenal bélico avançado.
Mês passado, a revista americana Popular Science publicou um artigo falando sobre as novidades do PLA (People’s Liberation Army, o braço militar do Partido Comunista da China). Conheça agora as principais aeronaves e mísseis que os chineses vêm desenvolvendo.
Transportador assassino
Para se precaver de situações adversas, a China trabalhou em um míssil balístico perfeito para atuar contra embarcações. O DF-21D, também chamado de “transportador assassino” (nome que foi dado ao projétil pelos analistas de defesa dos EUA), não pode ser desativado como outros mísseis do gênero.
Além de ser um armamento móvel (transportado por caminhão), o DF-21D segue uma rota incomum. Depois de ser lançado da costa, o projétil viaja até o espaço para tomar impulso. Ao retornar para o planeta, ele entra na atmosfera com a incrível velocidade de 4.828 km/h e arremessa 589 kg de explosivos no alvo.
Espiões invisíveis
O jato de combate criado totalmente pelos chineses deve contar com um compartimento na parte inferior recheado de armas de longo alcance. Não há detalhes sobre a velocidade máxima e o poderio bélico do J-20, porém as grandes nações já estão cientes de que este é apenas o primeiro de uma série de aviões espiões. O J-31 é o segundo da linha, sendo um modelo mais avançado capaz de decolar de um porta-aviões.
A espada negra
É bem provável que o modelo tenha sido finalizado, mas a China não quer revelar em público sua arma secreta de altíssima velocidade. Conforme a notícia da Popular Science, o avião que deve servir para vigilância pode voltar a aparecer, visto que o PLA está trabalhando para construir 11 bases de drones na costa do país.
O pterodátilo chinês
O avião não tripulado deve ser utilizado em combates contra alvos terrestres, visto que, segundo analistas, seu irmão menor, o Soaring Dragon (Dragão Crescente), é voltado à vigilância marítima e missões de reconhecimento de território. Novamente, não é possível ter muita certeza sobre os projetos, uma vez que a China tranca seus planos com sete chaves.
Dragão Divino
Ninguém sabe como será o futuro do planeta, algo que preocupa, em especial, grandes países como os Estados Unidos e alguns tantos da Europa. Não é à toa que muitos vêm investindo em tecnologias para a exploração espacial. É claro que a China não quer ficar de fora dessa corrida pelo domínio do desconhecido, por isso, na dúvida, a gigante vem trabalhando em novas ideias.
A Shenlong Space Plane (também conhecida como Dragão Divino), por exemplo, será um veículo eficiente para ajudar a China a manter seus satélites em órbita. Apesar de parecer uma simples aeronave, essa gigante também poderá contar com algumas “armas” para desabilitar comunicações, navegação e vigilância dos satélites de nações inimigas.
Mas você está muito enganado se pensa que todo esse armamento e tecnologia são apenas para exibir que o país tem capacidade para desenvolver muito mais do que simples brinquedos. Em 2007, o coronel YaoYunzhu, da Academia Chinesa de Ciência Militar, anunciou que na próxima década a nação pretende enviar mais de 100 civis e militares para o espaço.
Conquistando o mundo de qualquer forma
Todo esse arsenal que citamos pode não ser usado de imediato, mas a China não está de braços cruzados. Enquanto uma guerra não eclode, o PLA vem trabalhando para criar o caos no mundo virtual. Seguindo os passos dos EUA, a nação do Oriente também criou seu exército cibernético, e não se trata de alguns poucos “hackers”.
O exército chinês conta com nada menos que 130 mil especialistas prontos para sabotar, espionar e hackear quaisquer alvos. Conforme a reportagem da Popular Science, isso pode significar a obtenção de segredos do governo e propriedades intelectuais dos Estados Unidos. Por ora, a China já invadiu alguns computadores relacionados a projetos de aeronaves.
Com tudo isso em jogo, podemos ter quase certeza de que a Terceira Guerra vai acontecer, seja no mundo real ou no virtual. Vamos aguardar para ver o que os Estados Unidos vão fazer quando jogar os dados e puder se mover no campo de batalha. Parece que teremos grandes surpresas de ambos os lados.
Via: TechMundo/montedo.com
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